Web Summit: cookies e bigtechs, e dados como insumos foram abordados

O Web Summit trouxe, ainda, para a roda de conversa uma abordagem sobre como é o comportamento dos cookies e em como é importante saber o track das visitas dos sites, onde são criados os códigos de rastreamentos dos acessos e visitas. Além disso, foi destacado a preocupação atual sobre a privacidade.


Por Bruno Zenatte



O Web Summit trouxe, ainda, para a roda de conversa uma abordagem sobre como é o comportamento dos cookies e em como é importante saber o track das visitas dos sites, onde são criados os códigos de rastreamentos dos acessos e visitas. Além disso, foi destacado a preocupação atual sobre a privacidade.

O evento trouxe também o francês François-Xavier, diretor de dados do Grupo JCDecaux, que abordou o DOoH (Digital Out Of Home), tendência na comunicação e que combina o melhor de dois mundos. Por um lado atinge a massa, e, por outro, transmite mensagens segmentadas.

No tema sobre os cookies e privacidade, Kristin Luck, da ESOMAR, Alexandre Guerin, CEO da Ipsos in France, e George Slefo, do Editorial The Trade Desk, explicaram que esses dados das visitas e acessos são rastreados na jornada do internauta e do consumidor.

Durante o tema, os integrantes da palestra informaram que os cookies de terceiros já foram descontinuados nos navegadores Safari, Firefox, Edge e Brave. E esse mesmo exemplo deverá ser seguido em breve, inclusive, com o Chrome do Google.

Nesta jornada, os consumidores também serão impactados por essa coleta de dados. E todas essas informações são rastreadas pelo tempo em que ficamos conectados. Ou seja, é muita informação.

O debate posicionou algo muito importante sobre como precisamos buscar soluções para os cookies: temos muitos jeitos de nos comunicarmos e não precisamos invadir a privacidade dos consumidores.

Além disso, foi destacado como os cookies fazem parte da experiência do usuário e como há preocupação de que as empresas respeitem as leis de privacidade de acordo com cada país. Essa explicação foi um momento de atenção e de um sinal para o futuro: que as bigtechs terão que se adaptar a esse movimento.


Dados são uma estratégia?


Os dados não são estratégias, e sim insumos e uma esperança. O tema foi abordado pelo francês François-Xavier, diretor de dados do Grupo JCDecaux. Foi abordado também sobre o DOoH (Digital Out Of Home), tendência na comunicação e que combina o melhor de dois mundos. Por um lado atinge a massa, e, por outro, transmite mensagens segmentadas.

Sendo um acesso às informações sobre comportamentos, o DOoH deixa de ser um meio de massa para atingir cobertura nacional e passa a ser abordado como forma de atingir segmentos e contextos. A facilidade com que acessamos dados, desde a lista de compras nos supermercados ao rastreio de celulares, permite que as marcas se tornem mais relevantes na sua comunicação com os consumidores.

A aposta em campanhas focadas em dados comportamentais do público-alvo e aliadas ao DOoH proporciona versatilidade, rapidez e adaptação dos conteúdos em segundos.

Além disso, é presença constante em localizações de chave das rotinas dos consumidores. A aposta em conteúdos dinâmicos permite que as marcas adaptem suas mensagens de acordo com o momento e com a localização mais adequada. O acesso a dados em tempo real permite o desenvolvimento de conteúdos dinâmicos, tornando a comunicação mais pessoal, direcionada e interessante.