Web Summit: como criar uma cultura de inovação

O desenvolvimento de uma cultura de inovação norteou o debate no dia 2 de novembro, durante o Web Summit Lisboa, e trouxe muitos insigths sobre como a inovação é parte do processo de romper barreiras.


Por Bruno Zenatte



O desenvolvimento de uma cultura de inovação norteou o debate no dia 2 de novembro, durante o Web Summit Lisboa, e trouxe muitos insigths sobre como a inovação é parte do processo de romper barreiras, o que exige primeiramente o “aprender a perder”, como foi apresentado pelo americano Bruno Guicardi, confundador da CI&T – atualmente ele tem ajudado empresas a antecipar as tendências trazidas pela tecnologia, além de ajudá-las a transformar os negócios da maneira mais impactante.


Além disso, ficou clara a importância do design thinking como sendo uma das principais linhas para inovar e que foi reforçado pela Hanzade Dogan, fundadora da Hepsiburada, a principal plataforma de comércio eletrônico da Turquia.

O debate contou com a participação de Tom Vervoort, holandês e CIO da DHL Express, que cumpre o papel de liderar a transformação digital e a ruptura na empresa. Ele destacou que ouvir os clientes e diferentes pessoas e culturas também são pontos importantes que ajudam a criar uma cultura de inovação. Também revelou que os dados nos ajudam a entender os problemas, as pessoas e as inovações nos ajudam a entregar algo melhor.


Pessoas se movem pela inovação

Inovação é criar e fazer algo fora do óbvio e passa também pelo Design thinking, que é a “true line for innovation”. Esses processos são importantes, pois incluem os “costumes experiences”, justamente por ser algo de muito valor dentro de uma cultura de inovação, o que destaca que em nosso mundo é possível encontrar pessoas com educação diferente e experiências diferentes também.

Ou seja, parte do que se considera inovação é fazer o que não fizeram ainda.

Parte disso é também da decisão em como escolher entre o ponto A e o ponto B. E a digitalização de focar nos pontos de experiência “improvement” são as que trazem mais interação.

Tudo é baseado nos clientes, porém a ideia inovadora passa por várias fases. É preciso incentivar como “driver” do consumidor e mudar o modelo de acordo com as mudanças.

Dentro dessa cultura inovadora, as necessidades são as mesmas, mas variam de acordo com a cultura. As dores são as mesmas, mas cada pessoa pode gostar de resolver de uma forma diferente.

Por isso é muito importante fazer um trabalho melhor a cada dia e ir aperfeiçoando a capacidade de inovar, conhecendo melhor o consumidor. O mundo ficou mais difícil de prever - ideias são ideias até você as lançar e elas estarem na mão do consumidor.

Foi destacado que fazer o que se vê no mercado e ter autonomia para testar é a melhor saída. Alguns dão certo, outros falham, mas sempre vamos olhar para o consumidor. E isso é entender o que eles querem.

Destacamos também a inclusão como parte importante da cultura de inovação. Isso porque temos percepções diferentes e, quanto mais inclusivas, mais consumidores felizes teremos.