Tendências e consumo: como e porque se adaptar às novas demandas dos Gen Z

Até 2035, a Geração Z já será a mais poderosa, economicamente falando


A Geração Z, também conhecida como zoomers, representa uma fatia mais do que importante da população brasileira. Eles já são 30% dos habitantes do país, ou seja, a faixa etária mais populosa no Brasil, número que por si só merece atenção. Mas, além disso, essa geração ainda detém alto poder de influência sobre o restante da família na hora de realizar compras. Segundo relatório da NRF, a influência pode variar entre 92% e 74%, dependendo da categoria do bem a ser adquirido.

Por serem nativos digitais, os Gen Z dominam e conhecem perfeitamente esse universo. São exigentes, são phygital e vão estar cada vez mais na mira do mercado. Por esses e outros tantos motivos, hoje abordaremos:


  • O que a Geração Z representa para o mercado;

  • Quando eles serão os mais poderosos economicamente;

  • O que fazer para atrai-los;

  • A linguagem da Gen Z;

  • Além de explicar a evolução das gerações de consumo.


Quem são eles? O que querem? O que representam?

As perguntas acima podem até parecer retóricas, mas responde-las pode significar bons negócios e, obviamente, lucro. A Geração Z é a dos nascidos entre 1995 e 2010 e, segundo o Bank of America, possui renda combinada mundial de US$ 7 trilhões. O número parece chocante, mas nem chega perto da estimativa do que eles representarão até 2031: US$ 33 trilhões, quase 30% da renda total do planeta.

Apesar do gigantesco montante de dinheiro que a Gen Z movimenta, eles ainda não estão à frente da geração anterior, os Millennials (veja abaixo gráfico que detalha todas as gerações). Porém, a passagem de coroa já tem data aproximada para acontecer: até 2035, os zoomers serão os mais poderosos economicamente.







Como atrair todo esse potencial da Gen Z

Quem acha difícil preparar campanhas para Millennials, precisa urgentemente de atualização. A Geração Z requer ainda mais planejamento e, principalmente, talento. De acordo com um artigo da Forbes, o attention span (tempo que o usuário passa focado em um conteúdo postado) é de apenas oito segundos, ou seja, quatro a menos do que a geração anterior.

Portanto, é preciso deixar anúncios longos de lado, como, por exemplo, aqueles de 30 segundos que aparecem antes de vídeos no YouTube e redes sociais. Para atrair a atenção desses consumidores é fundamental criar um storyline impecável, além de desenvolver uma identidade visual chamativa, agradável, autêntica... Lembrando que essa identidade não pode poluir as redes sociais dos exigentes zoomers. Mais um desafio para o mercado.


Autenticidade é fundamental

Está claro que essa é uma geração de jovens autênticos, que não querem mais pertencer a uma comunidade única, rotulada, com poucas individualidades, em que todos usam basicamente os mesmos produtos. Se os Gen Z querem autenticidade, cabe às empresas se diferirem das outras, buscando inovação, principalmente nas redes sociais. Isso vai ser o divisor de águas para fazer algumas marcas caírem no gosto dessa geração, enquanto outras vão patinar.


Linguagem suja na medida certa

Conseguir a exaltada autenticidade passa por falar o que a Geração Z gosta de ouvir. Sim, estamos falando de talk dirty, a linguagem mais próxima possível desses jovens, incluindo gírias e expressões que podem constranger e até chocar. Mesmo que a educação não seja prioridade na linguagem dos Gen Z, timing é fundamental. É preciso combinar audácia com bom senso. No português claro, palavras sujas no momento certo.

Para tanto, estar a par das microtendências que aparecem a cada semana dentro do TikTok ajuda a aproximar a marca, a empresa, do que buscam esses consumidores exigentes. Exemplos de grandes corporações que souberam utilizar a rede social com maestria são o Duolingo e RyanAir, que têm vídeos com mais de 28 milhões de curtidas.


SAIBA MAIS

Encontro marcado com a Geração Z: uma jornada por valores de marca combinados com a conectividade

Se no mundo a Geração Z já apresenta números estrondosos, nos EUA mais ainda. Naquele país, o grupo compreende impressionantes 40% do mercado consumidor total. Como dito anteriormente, é um público informado, orientado por valores e hiperconectado. E já não é mais possível ignorar a força desse contingente e seu poder de influência social e econômico.

Na NRF 2022 - Consumidor Moderno, sempre acompanhando de perto toda a movimentação e as tendências acerca das gerações, houve a cobertura do painel que reuniu John Gregory, head global de varejo do Spotify; e Meagan Loyst, fundadora da Gez Z Venture Capital. Em pauta: como as marcas podem cativar a Geração Z. Deu para perceber como o tema está movimento o mercado mundial de consumo?


Se a Geração Z passará a ser o foco do mercado, uma tendência desse público é o metaverso. Já falamos sobre ele por aqui. Quer relembrar? Clique aqui.



Informações para Imprensa:

Ricardo Missão | Jornalista

ricardo.missao@nappsolutions.com