Os desafios da mulher no mundo da tecnologia

Colaboradoras da Napp falam de sua experiência em trabalhar numa empresa de tecnologia e dos desafios profissionais do setor


A Napp Solutions é uma empresa de tecnologia que hoje possui muitas mulheres em seu quadro de colaboradores. Porém, o mundo da programação, dos sistemas e dos códigos é essencialmente masculino e ainda são raras as mulheres que se aventuram nele. Mas isso tem mudado, felizmente!


Conversamos com algumas das mulheres que trabalham em setores tecnológicos da Napp já há um bom tempo, para saber como foi a trajetória delas e como encaram os desafios profissionais sendo mulheres no mundo da tecnologia. Confira.


Giovana Martins Andreata


Líder do setor de Monitoramento, Giovana, 28, trabalha na Napp desde 2018. Psicóloga de formação, passou pelo RH antes de ocupar a posição atual. Ela entrou para o mundo da tecnologia movida pela curiosidade. Desde pequena sempre foi interessada nos “porquês” das coisas. Sua grande inspiração foi uma professora de informática que foi tão marcante em sua vida que a influenciou na conquista do primeiro emprego: dar aulas de informática. Depois a curiosidade a levou para dentro do ser humano e para o curso de Psicologia.


Giovana acredita que é fundamental que as mulheres se façam ouvir e ocupem espaços dominados por homens. “Vamos falar sobre o que podemos ser ou fazer, vamos falar das nossas capacidades intelectuais e vamos, sobretudo, trazer no coração e na voz que lugar de mulher é onde ela quiser”, diz. Para ela, a coragem de assumir riscos, encarar desafios e espelhar-se em outras mulheres é o caminho para quebrar o preconceito e abrir o espaço feminino na tecnologia. “O importante é se arriscar, dar o primeiro passo e dizer mais ‘sim’ para as possibilidades que surgem no caminho. E, se houver obstáculos, se houver erros, sempre existe a possibilidade de confiar no nosso saber, aprender mais ou de começar de novo”, conclui Giovana.


Ana Tereza Troya


Ana Tereza, 29, trabalha na Napp desde 2017. Começou como negociadora e, de cara, assumiu um grande desafio: atender um importante cliente, o Aeroporto RioGaleão. O sucesso com esse cliente a levou para a área de Relacionamento, Negociação e Manutenção. Hoje ela ocupa a liderança da equipe de Processos e Dados, gerenciando atendimentos e cadastros de clientes nas plataformas da Napp.


Designer de formação e apaixonada por ver séries e filmes nas horas livres, Ana Tereza confessa que não foi fácil se habituar e entender os termos técnicos e processos do mundo da tecnologia e programação, principalmente para traduzi-los de forma que os clientes entendam.


Ela acredita que para vencer preconceitos, o caminho é entregar sempre o melhor no que faz. “Toda vez que você faz o seu melhor e entrega o seu melhor não tem preconceito que se fortaleça. A gente só consegue mudar um pensamento enraizado mostrando que há outras formas, pessoas e opiniões que podem ser tão boas quanto”, afirma.


Para quem deseja trabalhar com tecnologia, Ana dá um conselho: especialize-se em uma área e aplique-se nela com estudo, dedicação e trabalho. “Não é necessário entender de tudo sobre tecnologia para trabalhar com ela. É possível escolher um nicho, buscar conhecimento nele e então crescer nisso. Seja inovadora, encontre novos caminhos. Opte pela simplicidade e precisão”, aconselha.


Michele Xavier Bezerra


Na Napp há dois anos e cinco meses, Michele, que é formada em Técnico em Informática, sempre atuou na área mais técnica da empresa. Começou como assistente de Integração e logo assumiu a liderança do setor de Integração-Client. Recentemente, assumiu a posição de Interface Operacional Técnica.


Já na adolescência, Michele se interessava por áreas incomuns às mulheres. Cursou Mecânica de Usinagem e Elétrica Industrial no ensino médio. Movida por “fazer algo diferente e impactante no mundo”, direcionou sua carreira para a informática e a tecnologia.


Para ela, a mulher ainda sofre o preconceito da falta de credibilidade no ambiente da tecnologia. Ela também sente falta de mais união entre as mulheres que atuam neste setor, o que acaba gerando um sentimento de solidão e desorientação. “Penso que nós que estamos nessa luta devemos promover umas às outras, realizar ações de incentivo, dar apoio e mostrar o quanto é importante entrarmos nos lugares onde disseram que não podíamos”, recomenda.


A receita para enfrentar o preconceito, segundo Michele, é simples: demonstrar competência. “Eu não posso controlar o que as pessoas pensam, mas em contrapartida eu posso me esforçar o suficiente para mostrar que eu sou capaz de fazer aquilo”, diz.


Aline Pereira Rosa


Aline, 23, é uma das colaboradoras mais antigas da Napp! Começou na empresa em agosto de 2016, quando a Napp possuía apenas cinco colaboradores. Aprendeu a fazer muitas coisas, já que neste início todos tinham que fazer um pouco de tudo. Hoje ocupa o cargo de líder do setor de Monitoramento.


Está cursando Gestão Comercial e pode-se dizer que esta escolha tem tudo a ver com o que a Napp fez em sua vida. Na verdade, Aline tinha uma paixão pela área da saúde e chegou a cursar Nutrição por um ano e meio. “Logo que entrei para trabalhar na Napp vi que essa não era a profissão que eu gostaria de seguir. Hoje posso falar que me encontrei e sou apaixonada pelo que faço”, explica.


Para enfrentar os preconceitos, Aline tem um conselho: passar confiança. “Se estamos exercendo tal função é porque somos capazes, ter uma boa relação com todos, procurar sempre ser clara e objetiva é fundamental”. E conclui com o conselho: “acredite em si mesma e corra atrás dos seus sonhos”.


União, competência e coragem

No Dia Internacional da Mulher, a Napp faz coro com essas colaboradoras e deseja que, com coragem de assumir riscos e encarar desafios, as mulheres possam ser cada vez mais valorizadas no mundo da tecnologia e fora dele também. Que, unidas, possam entregar sempre o melhor no que fazem, demonstrando a competência que lhes é própria e passando a confiança que construíram e merecem.


Parabéns, mulher, pelo Dia Internacional da Mulher.