NFTs e negócios: uma oportunidade para o varejo


NFTs e negócios: uma oportunidade para o varejo

NFTs e negócios: Uma oportunidade para o varejo. Empresas estão cada vez mais apresentando seus produtos e lançamentos NFTs exclusivos para seus consumidores, oferecendo benefícios tanto no mundo on-line como no físico.


A princípio, para quem já ouviu falar sobre NFTs e quer aprofundar o conhecimento, vamos falar sobre o assunto nas próximas linhas.

Em 2021 houve o boom dos tokens não-fungíveis, os famosos NFTs, e para 2022, há muitas promessas e mais estabilidade. Empresas estão cada vez apresentando mais seus produtos e lançando NFTs exclusivos para seus consumidores. Esse mercado é diversificado e vai desde marcas de sandálias até bebidas e casas.

Por exemplo, no mercado nacional e internacional, neste ano já temos notícias de NFT da primeira propriedade comercial, um imóvel comercial localizado em um edifício de escritórios e varejo em Nova Iorque. Além de um gin do Brasil, que se inventou ao relançar a marca com um NFT, beneficiando o comprador, além de contribuir com a Unicef, entrada VIP eterna em bares de SP.

Para apresentar melhor esse cenário e explicar as possibilidades de novos negócios, listamos alguns pontos importantes que você precisa saber:

  • NFTs: quanto se movimenta em números?

  • NFT: o que é e como funciona essa tecnologia?

  • Afinal, o que é Blockchain?

  • NFT: entendendo o alto valor do token

  • NFT: uma tendência de inovação

  • NFT para outros negócios?

  • NFTs e varejo: quais são as funcionalidades?

  • NFT e varejo: uma grande oportunidade para negócios


NFTs: quanto se movimenta em números?

Um dos maiores picos aconteceu em Setembro de 2021, quando 225.000 tokens-não fungíveis entraram no processo de compra e venda. Na primeira semana de março de 2022, esse número caiu para uma média diária de 19.000, representando queda de 92%.

Para se ter uma ideia do alto valor dos NFTs, em março de 2021, um colecionador de NFTs adquiriu um token por US$ 2,9 milhões. Dessa maneira as apostas da mesma peça não ultrapassaram o valor de US$ 14 mil, queda superior a 99%.

Apesar dos números de carteiras terem caído mais de 25%, o volume de compradores (que totaliza 1.172.235), ainda é muito maior do que o número de vendedores de NFTs (816.027), o que indica que ainda existem interessados neste mercado. Segundo o site NonFungible, por conta da saturação dos NFTs, essas quedas já eram esperadas e não significa que o mercado esteja colapsando, apenas se estabilizando.


NFT: o que é e como funciona essa tecnologia

NFT é um token e explicando melhor, trata-se de um certificado digital. Ou seja, é via blockchain que se define a sua originalidade e exclusividade dos bens digitais.

Aliás, nós explicamos o que é a tecnologia de blockchain e como isso tem contribuído para o varejo, em outro conteúdo do blog muito bacana sobre o que é Criptoeconomia e qual o impacto da criptografia no futuro do varejo. Fica a dica.


Afinal, o que é Blockchain?

Blockchain é uma tecnologia que contribui para a cadeia de valor das empresas, em produtos de marca. Por exemplo, um registro digital em Blockchain pode ser associado ao objeto físico (etiquetas inteligentes), para proporcionar garantia de autenticidade e rastreabilidade de bens, tanto na cadeia de fornecimento como para a venda e pós-venda.

De forma resumida, é como se fosse uma impressão digital que nos permite saber, a cada momento, a rastreabilidade do produto: onde está e o que está acontecendo. Para a rentabilidade do negócio, é fundamental ter essas informações e, além disso, estabelece um novo canal de comunicação com os consumidores.


NFT: entendendo o alto valor do token

Se trata de uma sigla para "Non-fungible Token", ou Token não-fungível em tradução livre. Com isso, ele sendo uma forma de definir originalidade e exclusividade a bens digitais, os NFTs têm chamado a atenção após somas milionárias terem sido usadas para comprar esse tipo de ativo na Internet. Quem não se lembra do Neymar Júnior ter anunciado a compra do NFT do Bored Ape Yacht Club, após comprar 2 NFTs por mais de R$ 6 milhões e mais outra coleção derivada do NFT da coleção Mutant Ape Yacht Club, por 55 ETH (criptomoeda ether), aproximadamente R$ 800 mil.

Ou seja, para ficar de uma forma simplificada, um NFT atrelado a um item digital qualquer — uma imagem, foto, vídeo, música, mensagem, postagem em rede social etc. — faz desse item único perante o mundo, gerando escassez em torno do item e abrindo espaço para que um mercado se instale, envolvendo colecionadores e investidores interessados em investir dinheiro de verdade na aquisição de obras e ativos digitais.


NFT: uma tendência de inovação

Muito bem, agora que sabemos o que é e como ele funciona, além do alto valor que esses tokens podem atingir nesse mercado e universo das artes. É preciso relembrar que o sucesso dessas tecnologias não surgiu agora, especialmente os NFTs.

O primeiro projeto surgiu em 2017, desenvolvido pelo estúdio Larva Labs, que criou dez mil avatares em arte 8 bits chamados de CryptoPunks.

E uma coisa é fato. Por mais sucesso que façam ou que o tema fique em alta ultimamente, muita gente ainda não entende muito bem as suas reais utilidades. Em contrapartida, estamos dispostos a explicar e apresentar as utilidades para compreender melhor esse universo cheio de oportunidades, concorda?

Um primeiro passo para entender a utilidade de um NFT é compreender que esses “tokens” são insubstituíveis, únicos. Vamos exemplificar a sua utilidade e o valor que ele adquire ao longo do tempo, fazendo uma comparação com uma obra de arte, como “A Noite Estrelada” de Van Gogh.

Agora, imagine que ela vire um token infungível, um NFT. Por mais que existam réplicas, cópias e até mesmo representações dela por toda a internet, há apenas um único exemplar original da obra: ou seja, o NFT tornou a obra de arte, através de um certificado digital, como sendo única e original.

Mas para isso, esse e quaisquer outros tokens – ou ativos digitais – são registrados em blockchain (lembra lá em cima, neste mesmo texto, quando explicamos?), e aquele que fizer a aquisição receberá um certificado digital que garante a posse, da mesma forma que um comprador recebe um certificado de autenticidade ao comprar uma obra física.


NFT para outros negócios?

Pode parecer simples esse entendimento, mas saiba que a força dessa tecnologia está crescendo, se estabilizando e, nesse momento, observada em outros segmentos. Ou seja, a tecnologia está sendo aplicada a outros negócios e mercados em potencial.

Essa mesma tecnologia está sendo empregada não somente para obras de artes, os gigantes do varejo e de vários setores de consumo já enxergam o potencial dos tokens e perceberam que podem apresentar novos serviços e, inclusive, lançar produtos inéditos para esse mercado. Vai de descontos, acesso a produtos exclusivos e oportunidades de receber informações inéditas de sua marca preferida. É sério tudo isso? Sim, fique com a gente até o final e te levamos a esse panorama.


NFTs e varejo: quais são as funcionalidades

Já apresentamos como os NFTs funcionam com as artes digitais, mas podem também ser uma fotografia, música, meme, vídeo, artigo, são inúmeras as possibilidades.

Alguns pontos importantes dessa tecnologia é que com a aquisição de certos NFT, por exemplo, por um consumidor de varejo ou um estabelecimento, é possível beneficiar esse cliente com o direito de participar de uma comunidade restrita, de ter acesso a outros estabelecimentos – como restaurantes, por exemplo, ou mesmo festas, que são exclusivas a quem tem a posse de um token.

A tendência é que conforme a hype for passando, os NFTs comecem a ter aplicações reais em nossas vidas, tais como escrituras, contratos, entre outras possibilidades, integrando-se assim com a economia. Porém, isso será apenas no longo prazo. Por enquanto, o mercado ainda precisa se estabilizar e a tecnologia evoluir ainda mais para que os NFTs passem a ser algo rotineiro para a gente.


NFT e varejo: uma grande oportunidade para negócios

A Melissa fez uma estreia no metaverso e lançou NFTs clássicos da marca, além de disponibilizar versões limitadas desses itens.

Para consumidores, se trata da oportunidade de ter um NFT e a sua propriedade, além de outros benefícios.

As possibilidades não ficam restritas apenas ao formato virtual. A marca vai desbloquear categorias em que serão ofertadas experiências no mundo real.

No caso da Melissa, os tokens podem ser adquiridos por meio de pagamentos por cartão de crédito, Pix e, no futuro, serão negociados no mercado secundário. O projeto é resultado da atuação de seu laboratório próprio de inovação Bergamotta Labs, que tem como propósito criar e testar soluções que aproximem pessoas e negócios de forma sustentável.

Em resumo, no mundo do varejo, o metaverso permite que as lojas sejam levadas para perto do cliente, onde ele estiver. E, por meio dessa tecnologia, o consumidor poderá ter a experiência de compra que normalmente teria em uma loja física. Imagine poder andar virtualmente pela loja, experimentar uma roupa, um calçado, isso tudo na comodidade da sua casa. É algo impressionante, não é?

Nós, inclusive, até abordamos o assunto em outro tema sobre como o Metaverso abre oportunidades para estratégias, em especial, o Metaverso para e-commerces e varejo. Fica aqui mais uma dica de leitura para você conhecer mais o assunto.


Em conclusão, o assunto é novo para o varejo, porém cresce muito rápido por conta da transformação digital. E por falar em velocidade e tendências, tem relação com a Geração Z. Eles já são 30% dos habitantes, ou seja, a faixa etária mais populosa no Brasil. Essa mesma geração está movimentando de tendências a hábitos de consumo. Saiba como e porque se adaptar às novas demandas dos Gen Z. Leia aqui.